Bracell destaca IA, eficiência e valor agregado como pilares para o futuro da indústria de tissue
Recentemente, Eduardo M. Aron, diretor geral de Tissue da Bracell , participou do Talk Tissue Ao Vivo, moderado por Felipe Quintino , CEO do Nexum Group, durante a 6ª edição do Tissue Summit Brasil 2026 , em que destacou que a inteligência artificial já é aplicada de forma ampla na Bracell , indo além da produção e avançando sobre áreas como vendas, marketing e gestão de relacionamento. Segundo o executivo, o uso da tecnologia tem como objetivo aumentar a eficiência operacional e liberar tempo das equipes para atividades mais estratégicas. “A tecnologia permite que os times estejam mais próximos do mercado e dos clientes, com foco em estratégia e tomada de decisão”, afirmou. Ao abordar a implementação da Indústria 5.0, Aron ressaltou que o principal desafio está na transformação cultural e na organização interna. Em entrevista ao portal Tissue Online, o executivo destacou que “todo processo de mudança tecnológica exige direção clara, liderança engajada, capacitação e planejamento. A empresa precisa definir onde quer atuar e estruturar bem esse caminho”. No campo da competitividade, a companhia tem avançado na oferta de produtos de maior valor agregado, acompanhando a demanda do varejo por incremento de ticket médio e maior eficiência na exposição ao consumidor. Outro ponto destacado foi o ganho de produtividade a partir da otimização de ativos industriais. “Ao invés de investir em novas máquinas, é possível melhorar as existentes e, na prática, criar nova capacidade produtiva com mais eficiência”, explicou. A estratégia também inclui a aplicação de conceitos como Lean e Kaizen integrados a soluções digitais, com foco na simplificação do supply chain e na melhoria da experiência do cliente. Apesar dos desafios, o executivo vê um ambiente de evolução para a indústria, com maior nível de inovação, novos produtos e mudanças na dinâmica competitiva do mercado brasileiro. Segundo Aron, o foco atual da Bracell não está necessariamente em escala, mas em ser “cada vez mais eficiente, mais próxima do cliente e mais propositiva para o consumidor”, concluiu.
