Lula não precisava fazer discurso sobre EUA acabarem com Pix, avalia Dumas
O professor de Economia do Insper Roberto Dumas criticou a recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a suposta ameaça dos Estados Unidos ao sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o Pix. Em entrevista ao WW , Dumas afirmou que Lula não precisava fazer um discurso sobre o assunto , já que, segundo ele, não existe risco real de os Estados Unidos acabarem com o Pix. “Primeiro, os Estados Unidos não vão acabar com o Pix e, segundo, Lula não precisava fazer um discurso falando que os Estados Unidos vão querer acabar com o PIX. Isso não vai acontecer”, declarou o especialista. O professor destacou o crescimento expressivo do Pix no Brasil, mencionando que o sistema “aumentou 50 vezes em termos nominais” e “movimentou 7,5 trilhões entre 2020 e 2025”. Para Dumas, a declaração de Lula tem motivação política em um momento em que sua popularidade estaria em queda devido a problemas econômicos como o endividamento e a inadimplência da população. Leia Mais Sidônio alerta Lula sobre 'Pix' em evento na Bahia Pix não prejudica, nem discrimina empresas, diz governo em resposta aos EUA Lula defende soberania e Pix em pronunciamento do 7 de Setembro Confusão entre bandeiras de cartão e sistema de pagamento Roberto Dumas explicou que existe uma confusão no discurso presidencial . Segundo ele, o que estaria em discussão nos Estados Unidos seria o uso de bandeiras de cartão americanas, como Visa e American Express, e não o sistema Pix em si. “O governo dos Estados Unidos em nenhum momento falou que o Pix vai deixar de usar a nossa moeda”, esclareceu. O economista comparou a situação a uma “Espada de Dâmocles que poderia estar na cabeça, mas que na realidade não está”. Em sua avaliação, os Estados Unidos estão muito mais preocupados com questões internas, como a inflação e o aumento dos preços de combustíveis, do que com o sistema de pagamentos brasileiro. Dumas também criticou a menção à rua 25 de março , em São Paulo, no relatório da Seção 301 dos Estados Unidos, argumentando que existem problemas muito maiores de falsificação em outros países, como na China, onde “províncias inteiras” seriam dedicadas a produtos falsificados. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN . Clique aqui para saber mais .
